• Gabriela Rangel

𝑅𝑒𝑠𝑒𝑛𝘩𝑎 || 𝑇𝑎𝑙𝑣𝑒𝑧 𝑣𝑜𝑐𝑒̂ 𝑑𝑒𝑣𝑎 𝑐𝑜𝑛𝑣𝑒𝑟𝑠𝑎𝑟 𝑐𝑜𝑚 𝑎𝑙𝑔𝑢𝑒́𝑚

Atualizado: 30 de jul. de 2020

Quem me acompanha no Instagram sabe a dificuldade que eu tive para ler esse livro e conseguir trazer todas minhas opiniões aqui... Sem mais delongas, pode entrar nossa terapeuta queridinha do momento, Lori Gottlieb.

*𝐥𝐢𝐯𝐫𝐨 𝐟𝐨𝐫𝐧𝐞𝐜𝐢𝐝𝐨 𝐩𝐞𝐥𝐚 𝐞𝐝𝐢𝐭𝐨𝐫𝐚 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐮𝐦𝐚 𝐫𝐞𝐬𝐞𝐧𝐡𝐚 𝐬𝐢𝐧𝐜𝐞𝐫𝐚*


Sinopse:

Quando ela se vê emocionalmente incapaz de gerenciar uma situação que perturba sua vida, uma amiga lhe faz uma sugestão: talvez você deva conversar com alguém. Combinando histórias reunidas a partir de sua rica trajetória como terapeuta (distribuídas entre quatro personagens inesquecíveis) à sua própria experiência como paciente, Lori nos oferece um relato afetuoso, leve e comovente sobre a universalidade de nossas perguntas e ansiedades, e joga luz sobre o que há de mais misterioso em nós, afirmando nossa capacidade de mudar nossas vidas. Uma jornada emocionante de autodescoberta, uma homenagem à natureza humana e um lembrete sobre a importância de sermos ouvidos, mas também de sabermos ouvir. Um livro sobre a importância dos encontros, dos afetos e da coragem de todos os que partimos para a aventura do autoconhecimento.

O livro é sobre uma terapeuta — a própria autora — que de uma hora para outra se vê em uma crise que causa vários contratempos em sua vida. Assim, ela começa a se consultar com um terapeuta para tentar lidar com essa e outras tantas questões que estão atormentando sua vida.


Uma terapeuta buscando a ajuda de um outro terapeuta, parece uma piada de mal gosto. Mas acontece que isso trouxe um grande desenvolvimento para o livro. A Lori conseguiu ver em primeira mão como os pacientes dela se sentem e também ajudou a melhorar sua carreira que ainda estava bem no início.


Intercalado com tudo isso, Gottlieb também está nos trazendo ao seu mundo como terapeuta. Ela nos apresenta quatro de seus clientes e os dilemas que eles enfrentam. Há o produtor egoísta de Hollywood, uma jovem recém-casada diagnosticada com uma doença terminal, uma idosa que sente que não tem nada para viver e uma jovem autodestrutiva que não consegue parar de ficar com os caras errados.

"A sinceridade é um remédio mais forte que a simpatia,

que pode consolar, mas geralmente dissimula."

A narrativa pula de um tópico ao outro de maneira aleatória entre as consultas de Lori com seu terapeuta, relatos sobre seus pacientes, sua vida pessoal, como e porque ela decidiu entrar nesta carreira depois de trabalhar como executiva de filme e TV em Hollywood. O livro tem partes interessantes, que nos faz refletir e pensar um pouco sobre nós mesmos, mas também tem partes maçantes que dá vontade de pular ou só fazer uma leitura dinâmica. Eu achei muito longo e meio desorganizado. Teve horas que eu me perguntava se a autora só não tinha jogado algumas coisas ali para deixar o livro maior.


Confesso que passei um perrengue para engatar na leitura, no final deu tudo certo e consegui tirar lições boas. No geral é um livro bom, mas na minha experiência, não teve nada de extraordinário e surpreendente. Não é o tipo de livro que você vai pegar e ficar fissurado com tudo que está acontecendo e terminá-lo em um dia... É um livro mais lento, que precisa ser analisado. Algo que me incomodou bastante foi a quantidade de termos médicos que não tem explicação e o tanto de frases parafraseadas de filósofos que eu não entendia absolutamente nada.


Queria falar mais profundamente do John, um dos pacientes da nossa autora. Ele era um cara difícil no inicio que acreditava que todos ao seu redor eram “idiotas” e que não entendiam ele, que estava tendo um sono muito ruim devido ao cansaço e que sua esposa não compreendia o quando ele se dedicava no trabalho para dar uma vida melhor a família. No final das contas, seu problema era bem mais profundo e triste. Para mim, ele foi o personagem mais bem desenvolvido e que teve um avanço muito grande durante toda a narrativa.

"Aquilo que causa a noite dentro de nós, também pode deixar estrelas"

Vou dar um destaque a editora, que fez um trabalho excelente. A edição está muito bonita! Eles não mudaram tanto a capa, o que para mim, é ótimo! A equipe de revisão e tradução está de parabéns, não encontrei nenhum erro ortográfico e adorei o fato de explicarem alguns trocadilhos e termos nas notas de rodapé, deixou a leitura com uma interpretação bem mais fácil.


Eu recomendaria este livro a todos os terapeutas e estudantes de psicoterapia, como uma leitura leve. Pessoas com medo de entrar em terapia também se beneficiariam com a leitura, além disso, aqueles adeptos as autobiografias também podem gostar muito da leitura.

"Tchau", ela disse.

"Tchau", ele disse.

Título: Talvez você deva conversar com alguém

Autor: Lori Gottlieb

Editora: Vestígio

Páginas: 448

Avaliação: ★★★☆☆


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